
Ficha del libro
Outras modernistas mulheres artistas nos acervos da USP
Sobre Outras modernistas mulheres artistas nos acervos da USP
Na história da arte moderna brasileira duas mulheres artistas ocupam um lugar central. Ao contrário da maior parte dos países, elas foram reconhecidas como as líderes do modernismo nos anos 1910 e 1920. Geralmente Anita Malfatti é apontada como introdutora das linguagens expressionistas no país, e Tarsila do Amaral, nome hoje aclamado nacional e internacionalmente, como um expoente do modernismo brasileiro. Tal centralidade atribuída a figuras femininas é algo incomum.1 Na maior parte das histórias da arte moderna escritas nos diversos países do mundo o protagonismo na introdução e concretização do modernismo é visto como um fato ligado a artistas do sexo masculino. Gauguin, Van Gogh, Picasso, Modigliani, Diego Rivera, Matisse, Duchamp, Klimt, entre tantos outros, são considerados os “pais” a arte moderna em seus países, configurando assim uma história patrilinear. Algumas autoras, como Griselda Pollock e Janet Wolf, já demonstraram que tal narrativa que tendeu a minimizar ou excluir as mulheres do cânone modernista advém não de falta de talento ou da presença inexpressiva delas nos circuitos modernistas, mas sim do modo com que a crítica e a historiografia tenderam a sublinhar práticas e valores que, hoje, podem ser vistos como privilégios masculinos.
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