Sobre POLÍTICA DE EDUCAÇÃO PARA O ENVELHECIMENTO

Quando você terminar de ler essa frase, terá envelhecido. Esse percurso inexorável de vida é ponto comum entre todos nós. O que diferencia um dos outros é a forma que trilhamos esse caminho, as escolhas que fazemos em prol da nossa saúde física e mental, educação, trabalho e vida familiar, entre outros. Essas decisões ganham importância ainda maior quando analisamos que a longevidade mundial é um dos traços marcantes da contemporaneidade, e Santa Catarina tem posição de destaque neste cenário, sendo o Estado brasileiro com maior expectativa de vida ao nascer – 79,9 anos, segundo o IBGE (2019). Isso nos mostra o desafio que temos pela frente: instrumentalizar os alunos da Educação Básica de Santa Catarina com os conhecimentos necessários para a adoção de atitudes conscientes em relação ao próprio processo de envelhecimento e aos idosos. É ensinar a alcançar uma velhice bem-sucedida – produtiva, saudável, ativa e integrada socialmente –, mas também reduzir os estereótipos negativos e preconceitos no que se refere às pessoas mais velhas, incentivando o respeito e a relação entre diferentes gerações. O Caderno da Política de Educação para o Envelhecimento que apresentamos merece destaque por diferentes razões. Primeiro, por ser um trabalho pioneiro no Brasil, o que coloca Santa Catarina à frente, novamente, no cenário da educação de qualidade. O documento, com certeza, será referência para outros estados no momento em que decidirem elaborar as próprias políticas dentro dessa temática. A forma de construção desse documento é outro ponto a ser evidenciado. Ao todo, 14 instituições e entidades públicas, nos âmbitos municipal, estadual e federal, representantes das áreas da educação, saúde, gerontologia e direitos humanos, uniram expertises e conhecimentos para os estudos necessários e à elaboração colaborativa. A todos que participaram desse processo, meu agradecimento. E, por último, destaco a relevância do trabalho dos docentes, gestores e técnicos da educação catarinense para que a Política Estadual de Educação para o Envelhecimento se efetive na sala de aula e na vida dos nossos estudantes.

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