Sobre CALDER + MIRÓ

Exposição celebra ligação entre um dos maiores escultores modernos norte-americanos e um dos mais importantes pintores surrealistas, evidenciando inúmeros desdobramentos na arte brasileira O Instituto Casa Roberto Marinho (ICRM), centro de referência do modernismo brasileiro, anuncia a exposição Calder + Miró aberta no dia 19 de agosto de 2022, sob a curadoria de Max Perlingeiro. Cerca de 150 peças – entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, móbiles, stabiles, maquetes, edições, fotografias, joias e têxteis (sendo alguns inéditos no Brasil) – ocupam os 1.200m² de área expositiva do instituto se estendendo aos jardins, onde quatro obras monumentais estão instaladas. A mostra evidencia a ligação do artista norte-americano Alexander Calder (1898-1976) e do artista espanhol Joan Miró (1893-1983) com o Brasil e os desdobramentos na cena nacional. Artistas consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produções de Calder e Miró, como Abraham Palatnik, Aluísio Carvão, Arthur Piza, Antonio Bandeira, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Luiz Sacilotto, Lygia Clark, Mary Vieira, Milton Dacosta, Mira Schendel e Oscar Niemeyer, Sérvulo Esmeraldo e Waldemar Cordeiro, também integram a coletiva. “Esta segunda exposição internacional realizada pela Casa (em 2019 o instituto apresentou Estrangeiros na Coleção Roberto Marinho) resulta da visita de Roberto Irineu Marinho, um dos patronos da Casa, à mostra O tempo completa: Burle Marx, clássicos e inéditos, que esteve em cartaz até fevereiro deste ano. Entusiasmado com a beleza do projeto, ele nos propôs a organização da exposição Calder + Miró, que parte de sua coleção particular, entre outras colaborações”, revela Lauro Cavalcanti, diretor da Casa Roberto Marinho. Convidado a curar o núcleo de expoentes brasileiros em diálogo com as obras de Calder e Miró na exposição, Paulo Venancio Filho comenta: “A abstração para ambos não obedecia a um programa pré-determinado, estava fundada na intuição e na imaginação e, portanto, aberta ao instável. As mesmas características que, não por acaso, vamos encontrar na arte moderna brasileira a partir dos anos 1950 e que estabelecem nossa contribuição original à abstração geométrica. Podemos dizer que todos os trabalhos selecionados para esta exposição na Casa Roberto Marinho pertencem, pelas características plásticas que apresentam, ao contexto Calder/Miró”, analisa Venancio.

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