
Ficha del libro
EPIDEMIOLOGIA DA ESCLEROSE MÚLTIPLA NO BRASIL: UMA INOVAÇÃO NOS ACHADOS CIENTÍFICOS
Sobre EPIDEMIOLOGIA DA ESCLEROSE MÚLTIPLA NO BRASIL: UMA INOVAÇÃO NOS ACHADOS CIENTÍFICOS
A esclerose múltipla, é uma doença inflamatória crônica autoimune, neurodegenerativa rara e de etiologia ainda desconhecida, cujo curso da doença é bastante variável, devido a diversidade de apresentações clínicas, que surgem em períodos de surto transitório e dependente das lesões focais que são distribuídas, sem um padrão, por toda a substância branca do sistema nervoso central de forma progressiva com recuperação total ou parcial durante o período de remissão, até atingir o estágio progressivo, o qual imprime sequelas irreversíveis no paciente. (SAND, 2015). O defeito na condução dos impulsos nervosos sucedido pelo aparecimento dos sintomas ocorreria devido a uma disfunção do sistema imunológico desse paciente que seria responsável por uma lesão na substância branca, com perda de parte da bainha de mielina, perda de oligodendrócitos, ruptura da barreira hematoencefálica, inflamação, gliose reativa e degeneração neuronal (NITRINI; BACHESCHI, 2003, p. 335) (QUINTANA et. al, 2014).A hipótese mais aceita em relação à fisiopatologia da doença é a de que a esclerose múltipla é determinada por uma predisposição genética e exposição a um fator ambiental desconhecido. O aparecimento da enfermidade é em média aos 30 anos de idade (Multiple Sclerosis International Federation, 2013). Em relação ao sexo constatou-se que a doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens. Não se sabe o motivo pelo qual é maior no sexo feminino, mas supõe-se que seja devido a diferenças genéticas (Multiple Sclerosis International Federation, 2013).Sabe-se, portanto, que intervir precocemente, ainda nos estágios subclínicos, está associado a diminuição de surtos e da velocidade de progressão do curso esperado para a doença, Contudo, diagnosticar precocemente esses pacientes ainda é um desafio, diante da multiplicidade dos fenótipos encontrados (CORREALE et al., 2017) .Atualmente estima-se que 2,3 milhões de pessoas no mundo convivam com essa doença. O objetivo deste trabalho é realizar revisão documental da esclerose múltipla ao longo dos anos, com o intuito de oferecer inovação no campo da investigação científica.
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