Sobre Pesquisa como ritual cinco movimentos germinantes

É tão bonito quando o filósofo Gilles Deleuze diz no “Abecedário” que a gente não precisa entender tudo que uma aula propõe, basta acordar a tempo de captar o que o corpo pede... O estágio docente é, de fato, uma das partes mais potentes e avassaladoras de uma pesquisa de pós-doutorado: a possibilidade da partilha e construção de conhecimento à moda de Exu: cada um num ponto, numa ponta, acrescentando seu tecido, sua costura, seu laroyê – uma enorme colcha de retalhos. Foi assim em “Pesquisa como ritual: cinco movimentos germinantes – ciência (como carne que toca), filosofia (como osso que escuta), método (como mão que risca), arte (como cura que assina) e magia (como paradigma que regenera)” – uma proposta contracolonial para as “Bases epistemológicas do ensino de ciências”, disciplina eletiva, ministrada em agosto de 2025, pelo Programa de Educação em Ciências na Amazônia (PPGEEC), na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), como um dos trabalhos dos estudos de pós-doutorado da professora Déa Trancoso. Este livreto é fruto desse “laboratório-ateliê”: nós todos, corpos taru andé radicalmente vivos: contemplando, observando, ouvindo, lendo em voz alta, escrevendo, bricolando, desenhando, performando, deslocando o pensamento, subindo no pé das árvores da floresta, tomando banho de rio.

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