Sobre Não é sobre arquitetura: na fronteira com espaços originários

Os textos reunidos neste livro argumentam em conjunto que para viabilizar aproximações mais saudáveis entre os campos da arquitetura e das lutas indígenas, a discussão não deve ser sobre arquitetura. Isto é, que na confluência entre cosmologias, devemos entender a arquitetura não como o tema central, mas como uma ferramenta de atuação em mundos sob disputa. O livro é dividido em três seções, cada uma delas não tratando de temas centrais da arquitetura. Desloca-se a atenção do desenhar, do construir e do ocupar, para quem o faz, por quais motivações e de que maneira. Foram reunidas experiências práticas de compreensão e intervenção em espaços derivados de processos, saberes, vivências e modos de vida originários. Os capítulos, muitos deles de autoria e/ou coautoria indígenas, questionam definições estabelecidas nos campos de saber juruá/fóg/napë e, ao apresentarem desafios reais, contribuem para a constituição de um ferramental de métodos e léxicos relacionados ao espaço.

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