Sobre CARTAS À LUÍZA: Memórias de minha trajetória acadêmica

Esse primeiro parágrafo que rompe o silêncio deste memorial transcrevi de minha tese de doutorado. Naquele texto, tão significativo para mim quanto este que agora começo a escrever, também rompo seu silêncio fazendo uma homenagem a minha avó, Luíza Clementino dos Santos, mulher negra, pobre e trabalhadora, que, apesar de todas as agruras presenteadas pela pobreza e pelo racismo do qual ela não falava, mas o sentia na pele, mostrou-me que na arte de samear não há certezas e por isso o que deve nos instigar à semeadura é sempre a esperança. Sem ser tomada pelo autoritarismo que nos castra, nem pela licenciosidade que impossibilita a verdadeira liberdade, ensinava-nos, a partir de sua conduta moral que era preciso amar o próximo como a nós mesmas, pois nossas vidas só teriam valor se tivessem como esteio o amor, o respeito e a caridade”.

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