Sobre Memorial PDV 2021

“Não é só falar de seca, não tem só seca no sertão…” Seguindo a composição de João do Vale, saudamos a todas as pessoas, leitoras, escritoras e equipe de elaboração deste instrumento histórico que se chama Memorial PDV. Documento este, que nos levará ao tempo bem longe, no futuro, em que não mais estaremos aqui neste mesmo lugar, mas que seremos apenas estas letras que carinhosamente deixaremos para vocês. Nossas letras contarão que estivemos presentes em um ano, 2021, no qual assolava o mundo uma pandemia de enormes proporções causada por um vírus, SARS-CoV 2, que matou ou deixou sequelas em milhares de brasileiros e brasileiras. Este tempo nos apresentou um paradoxo, distantes fisicamente, porém próximos emocionalmente através dos meios de comunicação (redes sociais principalmente). Nas salas de aulas as presenças apenas dos móveis empoeirados e o silêncio clamando a volta das vidas. Os espaços sobravam sem convivência nas universidades, nas escolas, nos institutos educacionais, sem ninguém, ou quase. Mas, assim como canta a música, não é só falar de COVID-19, ela foi grave, aliás, está sendo, pois ainda não acabou, mas é falar de tudo mais que conseguimos e avançamos apesar de todas as dificuldades deste ano. Aqui nesses capítulos estaremos em sintonia com os passos vividos em situação remota, com medo de aglomerações, com distanciamento físico, mas nestas palavras estaremos nós, PDVIANES, pessoas que estão juntas, unidas, amontoadas por um amor, um carinho, uma vontade de crescer e mais que isso, ajudar a todos(as) crescerem, serem e representarem seus povos, suas cidades, suas culturas. A educação nos move através das atividades de ensino, pesquisa e extensão, atravessados(as) pela tecnologia e pela inovação estamos nós, seguindo em frente, às vezes parando, sempre apoiando, segurando, soltando para que voem (cursos técnicos, graduação, mestrado, doutorado) nossos estudantes e profissionais, abrindo as portas de um mundo que deve ser vivido e explorado por todas as pessoas. Um mundo cada vez melhor, solidário, tolerante, colaborativo, paciente e cheio de esperança, claro que do verbo esperançar, e onde jamais nos faltará amor.

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