Sobre Fisioterapia em Tempos de Pandemia: a tecnologia nas inter-relações docente, aluno e paciente Série Material Instrucional UDESC

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou ao mundo a pandemia pela proliferação do patógeno SARS-CoV-2 (novo corona vírus) que, ao infectar o ser humano causa a doença COVID-19 (SAÚDE, 2020). Devido ao fácil contágio, várias medidas de combate à pandemia foram divulgadas e implantadas, dentre elas o distanciamento social, a recomendação de fechamento dos estabelecimentos, o isolamento em casa, entre outras. (CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE; CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE; ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE — OPAS/OMS, 2020). Com isso, as universidades suspenderam as aulas e interromperam os atendimentos à comunidade; consultórios e clínicas de Fisioterapia fecharam as portas e muitas pessoas ficaram desassistidas. Tendo em vista que a situação atual é de grande imprevisibilidade, pois não se sabe quando a pandemia terminará e de que forma poderemos retomar as atividades, os Fisioterapeutas, bem como as entidades representativas, têm se preocupado em oferecer à população algum tipo de atenção à saúde. Neste sentido, o curso de Fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), considerando a sua responsabilidade social e ética com a comunidade e principalmente com os usuários em atendimento, está buscando opções para fornecer aos pacientes, durante este período de excepcionalidade, uma forma alternativa de cuidado. A maior preocupação está centrada em oferecer um serviço de qualidade, mas considerando que muitos pacientes, professores e alunos são pessoas de grupos de risco, essa atenção à saúde não pode facilitar a contaminação, ou seja, o atendimento presencial está, por hora, descartado. O uso de tecnologias digitais parece ser uma ferramenta eficaz para auxiliar no atendimento/consulta fisioterapêutica em consultórios e clínicas particulares em vários países, incluindo o Brasil, bem como em aulas/estágios em universidades fora do Brasil. A Universidade de Queensland (Austrália), por exemplo, já desenvolve há anos parte do estágio na forma de telerreabilitação. O objetivo é oferecer aos alunos um conjunto crescente de habilidades em telessaúde, desde a teoria e aspectos práticos da prestação de serviços on-line, até a apresentação de cenários clínicos, discussões de casos e estágio prático. (LEE et al., 2018). O grupo de trabalho “Telerreabilitação” do Núcleo Docente Estruturante (NDE) Fisioterapia CEFID/UDESC surgiu da necessidade de identificar o que é esse serviço, como funciona, diagnosticar as barreiras e responder as questões: A “telerreabilitação” pode ser usada como atividade para atendimento aos pacientes nas disciplinas práticas e estágios? É viável?

Temas y géneros

Educação física; esporteFisioterapiaPandemia

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