Sobre Residência em ciência, tecnologia e sociedade (CTS) Habitat, agroecologia, economia solidária e saúde ecossistêmica: integrando Pós-graduação e extensão

A expansão da educação superior observada no Brasil nas primeiras décadas do século XXI se dá em um quadro socioeconômico contraditório, indissociável das características da inserção do país no sistema- mundo capitalista. Como nos demais países periféricos, a presença seletiva e desigual dos vetores modernizantes oriundos do país e do exterior encontra-se na base das enormes disparidades socioeconômicas e espaciais que caracterizam a sociedade brasileira (e que são próprias da formação social capitalista). Assim, de um lado, assistimos a um alto grau de desenvolvimento das formas produtivas empresariais privadas e estatais e de sua base tecnocientífica, concomitante ao crescimento da pobreza. Daí termos como consequência, nesta segunda década do século XXI, a exclusão de 110 milhões de brasileiro/as da força de trabalho empregada nos setores formais. Uma das principais diretrizes norteadoras do projeto político-pedagógico da Residência refere-se à inclusão de outros saberes e táticas para contribuir na construção de um conhecimento coletivo e solidário. Essa inclusão permite criar métodos, processos e técnicas que contribuem para equacionar problemas sociais e mediar conflitos socioambientais na luta pelos direitos essenciais das populações excluídas do processo de planejamento do território, que pelas práticas de resistência configuram novas tipologias de ocupações urbanas e rurais a serem incorporadas na construção compartilhada de projetos de intervenção local.

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