
Ficha del libro
Integração da Vigilância em Saúde e Atenção Básica nas Ações de Imunização
Sobre Integração da Vigilância em Saúde e Atenção Básica nas Ações de Imunização
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, possui uma extensa trajetória de avanços e desafios, sendo considerado uma das mais relevantes intervenções em saúde pública, especialmente para a mudança no perfil de morbimortalidade da população brasileira (DOMINGUES e TEIXEIRA, 2013). Paradoxalmente, grandes desafios surgiram para o PNI, apesar de todas as conquistas. Especialmente a partir do ano de 2016, começou-se a observar um fenômeno identificado não apenas no Brasil, mas em diversos países do mundo, que é a queda das coberturas vacinais (ZORZETTO, 2018; CRUZ, 2017). Segundo alguns autores, a redução das coberturas vacinais não pode ser atribuída a uma única causa. Alguns fatores responsáveis por este retrocesso podem estar ligados ao desconhecimento da importância da vacinação; à hesitação em vacinar; à falsas notícias veiculadas especialmente nas redes sociais; ao desabastecimento parcial de alguns imunobiológicos; aos problemas operacionais para a execução adequada da vacinação (ZORZETTO, 2018; CRUZ, 2017) e, por fim, à própria pandemia. A Covid-19 gerou um grande impacto na cobertura das vacinas de rotina, tanto pelo distanciamento social (PROCIANOY et al., 2022) quanto pela “pandemia do medo”, que criou insegurança nos pais e responsáveis acerca da completude do calendário infantil (ORNELL et al., 2020). No Brasil, as ações de imunização são prioritárias nos serviços de Atenção Básica (AB). É notória a expansão da Atenção Básica (AB) ao longo dos anos, com o aumento progressivo da cobertura de Equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e melhoria do acesso à população (VIACAVA et al., 2018). Destaca-se neste processo a redução da mortalidade infantil e de menores de 5 anos (MACINKO et al., 2007; AQUINO et al., 2009; MACINKO et al., 2006) e a redução das internações por causas sensíveis à Atenção Básica (MACINKO et al., 2010; GUANAIS e MACINKO, 2009; DOURADO et al., 2011). Sendo a imunização uma ação executada pelas equipes de AB e Vigilância em Saúde (VS), é muito importante que aconteça o processo de integração entre os profissionais envolvidos, no sentido de viabilizar o alcance dos objetivos propostos para as coberturas vacinais (BRASIL, 2018). O Ministério da Saúde reforça que a busca ativa de faltosos para a vacinação, por exemplo, é uma das ferramentas de trabalho conjuntas que devem ser adotadas pelas equipes de VS e AB para viabilizar ações de promoção da saúde e prevenção de agravos nos territórios (BRASIL, 2018). Há uma vasta abordagem na literatura sobre as ações de integração entre VS e AB, mas poucos estudos relatam esta integração do ponto de vista da imunização.
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