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Ficha del libro

A Psicologia frente ao mundo digital: Orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes

Sobre A Psicologia frente ao mundo digital: Orientações para a atuação profissional com crianças e adolescentes

O avanço das tecnologias digitais teêm transformado profundamente o modo como nos comunicamos, aprendemos, interagimos e habitamos o mundo. Na vida de crianças e adolescentes, essa presença se tornou especialmente marcante: dispositivos conectados à internet, como celulares, tablets, computadores e assistentes virtuais estão cada vez mais presentes no cotidiano familiar, escolar e social, muitas vezes desde os primeiros anos de vida. Essa presença intensa das tecnologias digitais tem motivado diversas instituições a acompanharem e investigarem seus desdobramentos no cotidiano infanto juvenil. Levantamentos recentes ilustram a dimensão dessa realidade: segundo a plataforma TIC Kids Online Brasil 2023, 93% das crianças e adolescentes fazem uso da internet no país, o que representa cerca de 24,1 milhões de pessoas. Essas transformações nos convidam a refletir: De de que forma o uso constante de telas participa do/ e no desenvolvimento das infâncias e juventudes? Quais as relações entre o uso de dispositivos eletrônicos e os vínculos familiares? Quais são os efeitos sobre os processos de aprendizagem, o sono, o comportamento, a autoimagem, o brincar e a construção da subjetividade? Como garantir que o acesso às tecnologias digitais ocorra de maneira ética, saudável e responsável? A Psicologia, como ciência e profissão comprometida com a promoção da saúde e dos direitos humanos, tem muito a contribuir nesse debate. A atuação de psicólogas e psicólogos está amparada por princípios éticos e técnicos que orientam o cuidado com o outro, a escuta qualificada e o reconhecimento da diversidade de experiências humanas. O Código de Ética Profissional do Psicólogo destaca, entre seus fundamentos, o respeito à dignidade, à liberdade, à autonomia e à proteção integral de crianças e adolescentes — sujeitos de direitos e em desenvolvimento. É também, nesse sentido, que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem se posicionado ao longo dos anos. Por meio de notas técnicas, pareceres, publicações e eventos públicos, o CFP vem ampliando o debate sobre os impactos das tecnologias digitais na infância e na adolescência, alertando para os riscos da exposição precoce e excessiva;, mas, ao mesmo tempo, reconhecendo as potencialidades das mídias para a educação, a inclusão, a convivência e o exercício da cidadania.

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