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Ficha del libro

REFERÊNCIAS TÉCNICAS PARA ATUAÇÃO DE PSICÓLOGAS(OS) JUNTO ÀS PESSOAS IDOSAS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Sobre REFERÊNCIAS TÉCNICAS PARA ATUAÇÃO DE PSICÓLOGAS(OS) JUNTO ÀS PESSOAS IDOSAS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS

As dimensões do envelhecimento e a necessidade de abordagens coordenadas no cuidado à pessoa idosa representam desafios globais e nacionais urgentes, demandando atenção prioritária em políticas públicas. Essa necessidade é respaldada por indicadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que evidenciam a magnitude e a complexidade dessas questões em escala global e nacional.De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS, 2020), o contingente de pessoas idosas tem apresentado crescimento contínuo em escala global. Em 2020, estimava-se aproximadamente 1 bilhão de indivíduos com 60 anos ou mais, número que deverá alcançar 1,4 bilhão em 2030. Para 2050, projeta-se que a população idosa ultrapasse 2,1 bilhões, correspondendo a cerca de um quinto da população mundial. Nesse mesmo período, a população com 80 anos ou mais deverá triplicar, atingindo aproximadamente 426 milhões de pessoas. Importa destacar que essa transição demográfica ocorre de forma desigual entre diferentes regiões do mundo, refletindo assimetrias estruturais globais. Enquanto países de alta renda lidam com os desafios do envelhecimento populacional há várias décadas, nações de baixa e média renda experimentam um crescimento dessa faixa etária em um ritmo acelerado e sem precedentes (OPAS, 2020), processo que não tem sido acompanhado por investimentos proporcionais em políticas públicas.No Brasil, os dados do último censo indicaram que a população com mais de 60 anos representa 15,6% do total, com projeções para atingir 31% até 2050 (IBGE, 2022). Em números absolutos, são mais de 32,1 milhões de pessoas idosas, um aumento de 56% em comparação com os dados de 2010. Dessas, 55,7% são mulheres e 44,3% são homens, evidenciando a feminização da velhice no país (IBGE, 2022).O cuidado integral à pessoa idosa exige estratégias ao longo de todo o curso da vida. Para isso, é necessário articular políticas intersetoriais que envolvam governos, organizações da sociedade civil, setor privado, instituições acadêmicas e científicas. Esse modelo de cuidado exige um compromisso ético e técnico, orientado pelos princípios de equidade, interseccionalidade e promoção dos direitos humanos.

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