Sobre História e memória institucional da Psicologia no Mato Grosso do Sul- Volume 2

Nas últimas décadas, tanto na História (Ardigó, 2011) quanto na História da Psicologia (Brock, 2014; Dagfal, 2004; Pickren, 2009) tem-se discutido aspectos sobre a compreensão da história na relação entre aspectos globais e locais. Isso implica em refletirmos sobre o fato de que há características gerais que nos auxiliam a pensar os processos históricos em diferentes contextos como conectados ou, ao menos, inseridos em um horizonte social comum. Por exemplo, temos a conformação da subjetividade privatizada como vivência e categoria social, tanto no Oeste Europeu quanto no Brasil, entre os séculos XVI e XVIII (Figueiredo, Santi, 2008). Isso nos permite considerar que tais séculos foram importantes para o estabelecimento dessa experiência eminentemente moderna. Todavia, as condições de produção da subjetividade privatizada europeia estavam atravessadas pelo estabelecimento do mercantilismo, enquanto, no Brasil, vivíamos a faceta dos processos de exploração. Portanto, compreender os fenômenos humanos ao longo do tempo — objetivo da pessoa envolvida com a História (Bloch, 1949/1962) —, requer uma dupla dimensão: uma mirada global e outra, concomitante, local.

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