
Ficha del libro
Corpo na escola práticas e reflexões
Sobre Corpo na escola práticas e reflexões
No campo da educação, atuar na contramão da perspectiva que divide e separa as múltiplas dimensões humanas é assumir um posicionamento político, epistemológico. Nesse livro, o coletivo de pesquisadoras e pesquisadores que o compõem abraçam esse desafio! Tensionam a lógica hegemônica que desconsidera a alegria, o afeto, a corporeidade, o movimento, a cooperatividade como aspectos fundamentais no campo educacional. Experimentam, criam e propõem ações concretas, materializadas em projetos pedagógicos e cursos de formação docente interessados em uma docência que acolhe o que tem sido deixado de lado. Aqui encontramos cinco capítulos que se dedicam a partilhar e dar visibilidade ao processo de elaboração, reflexão e proposição de um conjunto de ações formativas potentes, que afirmam o corpo, o movimento, a dança, o jogo e a arte, como elementos centrais em suas propostas. Há indagações fundamentais que sustentam os artigos dessa coletânea: que seres humanos queremos formar? Que sociedade queremos construir? Que sentido tem o conhecimento que elaboramos? Que partilhamos nas nossas propostas educativas, nos distintos segmentos em que atuamos? O que partilhamos em nossas aulas/encontros? O que cultivamos? O que nossas práticas têm despertado nos estudantes, crianças, jovens e adultos? Maturana (1985a) afirma que o ser humano é constitutivamente social. Não existe o humano fora do social. Afirma também que para se constituir humano é necessário crescer entre humanos e que é nas sociedades a que pertencemos que vamos então aprendendo a maneira de sermos humanos. Ou seja, aquilo que a sociedade a qual pertencemos valida, com a conduta quotidiana de seus membros, será base do que aprenderemos (MATURANA, 1985a, p. 82). O que temos, como sociedade, validado nas nossas escolas como conduta? Acolhimento? Respeito à diferença? Valorização das expressões criativas? Espaços para descobertas? Cooperação entre pares (ou, de outro modo, concorrência)? Essas perguntas fundamentais atravessam os artigos desse coletivo de pesquisadoras e pesquisadores e nos permitem passear por distintas proposições que buscam a construção de novas práticas pedagógicas, abertas à criação, que valorizam as relações afetivas, de troca mútua entre jovens e crianças, que convidam a expansão das experiências corporais que promovem a ampliação da descoberta de si e do mundo, que acolhem as vulnerabilidades e fragilidades tão nossas, tão humanas...
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