
Ficha del libro
Aqui “o mar acaba e a palavra principia”: a cegueira adamastina de nossos dias abruma-se nos evangelhos saramaguianos
Sobre Aqui “o mar acaba e a palavra principia”: a cegueira adamastina de nossos dias abruma-se nos evangelhos saramaguianos
presente trabalho propõe uma análise do romance Memorial do Convento, de José Saramago, com o objetivo de compreender as formas que o autor utiliza da paródia e da ironia para criar uma relação de tensão, em sua ficção, entre a história oficial e as vozes dos oprimidos durante o período da construção do Convento de Mafra, momento em que ainda reinava o rei D. João V. Para viabilizar a análise, foram contemplados como aporte teórico e crítico nomes como o de Linda Hutcheon (1991), Carlos Reis (2002), Ana Paula Arnaut (2010), entre outros. A partir dos resultados obtidos, sublinha-se o modo como Saramago utiliza da história oficial para criar uma versão ficcional dos acontecimentos, evidenciando com um olhar crítico e político as problemáticas envolvidas na idealização do período, dessacralizando as figuras consideradas nobres e dando voz aos personagens que não foram lembradas pela historiografia
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