Portada de O inconsciente e suas letras: a ars literárias escuta as queixas da subjetividade

Ficha del libro

O inconsciente e suas letras: a ars literárias escuta as queixas da subjetividade

Hermano de França Rodrigues,Guilherme Ewerton Alves Assis,Wanessa de Góis Moreira,Matheus Pereira Freitas,Frederico de Lima Silva,Letícia Simões Velloso Schuler,Anderson Barbosa de Araújo, Andréia da Silva Daltoé, Ayrla Victória Gomes da Silva,Bibiana Massem Homercher, Carmem Teresa do Nascimento Elias, Cintya de Abreu Vieira,Cleyton Andrade, Daniela Maria Segabinazi, Dorivaldo Pantoja Borges Junior,Dulcemara Machado Dedino, Fernanda Mazur Sousa, Gabrielle de Kassia Carrera de Oliveira,Gresiela Nunes da Rosa, Guaíra Moreira Camilo de Melo Dutra, Guilherme Ewerton Alves de Assis,Hermano de França Rodrigues, Hevellyn Ciely da Silva Corrêa, Hugo Martins Castilho,Ivan Marcos Ribeiro, Jacqueline de Oliveira Moreira, Jaine de Sousa Barbosa,Jéssyca Alana Oliveira Pereira, Jéssyca Alana Oliveira Pereira, Karlla Christine Araújo Souza,Lara Luiza Oliveira Amaral, Leda Verdiani Tfouni, Lívia Maciel Vigil,Lucas Amorim Fernandes, Lunara Abadia Gonçalves Calixto, Manuel Moreira da Silva,Marcelo Gonçalves Campos, Marcia Geralda de Almeida, Marcos Vinícius Garcez da Silva,Maria Luane de Mesquita Sousa, Maria Luiza Maranhão da Costa, Marisa Corrêa Silva,Marseille Lopes Costa, Melissa Barboza, Mônica Medeiros Kother Macedo,Nathalia Brunet Cartaxo Braga, Paula Cristina Monteiro de Barros,Polyana Fernandes Valdevino da Silva, Quezia Menezes da Paz,Radmila Raysha Santana de Oliveira, Rafael de Carvalho Marchesin,Raíssa Ramos da Rosa, Raquel Martins Firmino, Renan Marques Isse,Renata Cristina da Cunha, Severino Bernardino dos Ramos Neto,Thaís Cardoso Bego, Ubiratan Pereira de Oliveira

Sobre O inconsciente e suas letras: a ars literárias escuta as queixas da subjetividade

Escritoras de literatura, que estiveram ou na penumbra da história escrevendo com pseudônimos masculinos ou escrevendo maciçamente sobre temas caricaturais do mundo feminino, agora parecem ganhar um novo espaço no mercado editorial. Este acontecimento faz emergir a questão: existiria uma escrita feminina? Para que o debate se sustente de uma boa maneira pressupõe-se poder responder incialmente à pergunta: “Do que se fala quando se designa uma literatura como literatura feminina?” Não é difícil ligar o tema do feminino às questões de gênero. Se estas duas palavras coincidem, isso nos leva a pensar que há uma literatura ou mesmo uma escrita feita por mulheres ou para mulheres ou sobre temas relacionados à vida das mulheres. Tal debate leva a uma preocupação de mais uma vez excluir as mulheres da produção literária, já que aí haveria um lugar específico a ocupar, como se fosse um espaço fragmentar no espaço literário como um todo (esse então masculino). A questão aqui ganha certa particularidade, já que o tema do feminino será aqui abordado não sob a perspectiva de gênero, mas sob a perspectiva da psicanálise lacaniana. Aqui, feminino e gênero feminino não são temas coincidentes, porém é um fato que a literatura psicanalítica nos mostra que as mulheres estão de certa forma mais propícias ao feminino. Então, quando falamos sobre a existência de uma possível escrita feminina estaremos no campo do gênero? Inicialmente afirmaremos que não, no entanto deixaremos o campo aberto para que o texto nos leve a uma possibilidade de análise mais profunda dos fatos. De toda forma, já parece ser possível pensar que há algo do feminino rondando a produção escrita. Assim, somando-se a questão se há uma escrita que pode ser designada como uma escrita feminina, tem-se também a pergunta: O que haveria de feminino na escrita?

Temas y géneros

EducaçãoLiteraturafemininoescrita

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