
Ficha del libro
Da repetição dos amantes à invenção do desejo: o amor reinscreve sua fal(t)a
Sobre Da repetição dos amantes à invenção do desejo: o amor reinscreve sua fal(t)a
Insofismavelmente, embebido pelo licor de Eros, o amor é, desde a aurora dos tempos, um enigma que a humanidade insiste em (não) descobrir. Há eras, a dádiva e a maldição de cupido desassossega os sujeitos, pois, recíproco ou não, consumado ou platônico, real ou fantasístico, solitário ou em grupo, o amar se enclausura, justamente, na política dos desencontros e das (in)concretudes. Na medida em que, na errância naufragante que o desejo nos impõe, desvelam-se o próprio corolário de nossas subjetividades. Não à toa, o amor é atravessado por fiéis cúmplices, como a traição e a dor, que permitem a sua irrealização. Portanto, tal afeto enroupa-se por andrajos que, com rasgos e fissuras, permitem amores múltiplos. Assim, na contrarregra de um jamais gozo completo, à revelia da consciência dos amantes, amamos o Outro que nos falta – algo que Platão, há séculos, já recitara em seu inexpugnável banquete.
Temas y géneros
Guárdalo, registra tu progreso y compártelo con otros lectores.
La actividad de la comunidad aparecerá aquí cuando exista suficiente señal para que sea útil.