Portada de Entre palavras e açoites: agonias do sexo nas vertiginosas ejaculações de Eros e no gozo axiomático de Afrodite

Ficha del libro

Entre palavras e açoites: agonias do sexo nas vertiginosas ejaculações de Eros e no gozo axiomático de Afrodite

Sobre Entre palavras e açoites: agonias do sexo nas vertiginosas ejaculações de Eros e no gozo axiomático de Afrodite

O texto e o sexo são instâncias que não se separam, assim como o roçar da água subterrânea nas profundezas da terra. Cisternas. Poços. Enveredar-se pela seara erótico-pornográfica é perambular por terrenos aspergidos por agravações, não para agradar, nem para gravar, mas agravar: ora amores ora saudades, ou, ainda e sobretudo, desejos. Ser artífice da palavra é tornar-se, ao mesmo tempo, um arqueólogo (a). É se afundar em poços artesianos da mente, no intento de encontrar água e deparar-se, à revelia, com terra, pó e (des)graça. A consequência de buscar águas, em terras profundas, e não achar é não desvendar mistérios e, assim, permanecer apenas próximos a eles. Na verdade, cavar com a pá do sexo é mais sobre se afogar n’água espermática e se submergir em corrimento vaginal. É ejacular metáforas. É gozar versos.

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