Sobre Teoria da falsificação

Não é pretensão minha, é claro, mimetizar aqui as sutilezas, a verve, a profundidade que os minicontos deste livro possuem. Em vez disso, deixo aqui registradas três impressões de quem viajou através dos minicontos de Teoria da falsificação e percebeu neles a presença de uma poética que valoriza a brevidade. Primeiro aviso aos que vão surfar nas narrativas enxutas deste volume: existe um leitor voraz por trás de Clóvis Brondani escritor. Menções diretas ou indiretas a Shakespeare, Kafka, Dostoiévski, Proust, Hemingway, Borges, Cortázar, Rulfo e muitos outros escritores são frequentes. Esta técnica de bonsai utilizada em seus minicontos revela um esforço – louvável – de redução do texto. Como o ritmo da velocidade é o que caracteriza a contemporaneidade, os minicontos que compõem este livro – ou estas pequenas árvores que potencializam narrativas que poderiam ser longos romances – convidam o leitor apressado a degustar textos concisos, leves, espécies de haicais em prosa de poucas e precisas palavras.

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