Sobre Risquei, Sangrei Quando Feridas Na Alma Fazem O Corpo Sangrar

Olá querido leitor, podemos supor que você adquiriu este livro e decidiu lê-lo por um desses motivos: o primeiro é o desejo de compreender melhor o tema, a fim de apoiar amigos, familiares ou colegas; o segundo, por estar enfrentando essa dificuldade e está precisando de ajuda. Nosso objetivo ao escrever este material é justamente atender a essas duas necessidades: oferecer informações para aqueles que querem ajudar outras pessoas, mas não sabem como, e oferecer caminhos de enfrentamento para aqueles que estão passando por esse sofrimento.O livro “Risquei Sangrei – quando feridas na alma fazem o corpo sangrar” busca preencher discutir um tema delicado e pouco discutido no ambiente religioso. A realidade de pais, líderes, obreiros e pastores que se encontram diante deste desafio de verem seus filhos, netos e liderados passando por este mal. E muitas vezes por despreparo, preconceito ou um olhar equivocado sobre o tema, acabam espiritualizando a situações e prejudicando ainda mais quem já está “adoecido”.O subtítulo deste livro transmite a sua essência, “quando feridas na alma fazem o corpo sangrar”, ou seja, quando traumas emocionais e sofrimento psicológico podem levar uma pessoa a ferir intencionalmente seu próprio corpo, seja por meio de queimaduras, mordidas, cortes e arranhões. Geralmente, quem se lesiona, busca/deseja de modo inconsciente anestesiar dores internas, sentimento de inadequação, tristeza, medo e culpa, além disso, a automutilação pode expressar algum tipo de sofrimento subjetivo profundo e vazio existencial.Muitas vezes a dor emocional, quando não administrada ou não compreendida de modo saudável acaba se traduzindo no corpo. A autolesão é um ato solitário, grito silencioso, uma tentativa de transformar a dores internas em algo visível e materializado no corpo. Para quem nunca descobriu essa realidade, pode ser difícil entender por que alguém se machucaria. Entretanto, imagine um jovem ou adolescente sem a maturidade necessária para o enfrentamento dos dilemas e conflitos da vida, buscando seu lugar de encaixe numa sociedade cada vez mais doente. Se adultos, com todo repertório de experiências, já adoecem com facilidade, imagine um jovem ou adolescente que sofre: a dor física pode parecer mais suportável que o sofrimento invisível que corrói a alma, a aflição abstrata é imprimida na pele.

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