Sobre Adolescências plurais

Já faz algum tempo, comportamentos estranhos ou violentos, ou indiferentes, ou desdenhosos, ou desinteressados, ou autodestrutivos, ou irritadiços, ou furiosos, ou complacentes parecem ter invadido o universo psíquico dos adolescentes. Como compreender esse fenômeno? Como reagir a ele? Como encontrar um caminho possível de atuação para que esses jovens se reencontrem com o prazer da convivialidade? Andréa M.C. Guerra, professora e psicanalista, estudiosa do caráter social da psicanálise, traça um perfil contundente do jovem não criança nem adulto, analisa seu estar no mundo visível dos privilégios e invisível dos desprivilegiados e busca para ele uma geolocalização simbólica e real que recupere um lugar físico e psíquico de apoio para a vivência e a convivência. Um texto direto e comovente, que enfrenta, talvez, o maior desafio desta nossa contemporaneidade radicalmente distópica.

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