Sobre Retratos de Conquista Memórias, corpos e resistência

Pautas caíram e outras nasceram. Assim chegamos a primeira edição de “Retratos de Conquista” - um produto laboratorial elaborado pelos estudantes da disciplina Jornalismo Impresso II, do curso de Jornalismo da UESB – que tem como título “Memórias, corpos e resistência”. Encontros mágicos aconteceram entre jovens repórteres e um mundo repleto de novas histórias para contar ao longo do semestre 2025.1. De repente, nos deparamos com a história de um atleta cadeirante de Vitória da Conquista com mais de mil medalhas conquistadas, ou com a generosidade de famílias que mesmo em momentos tão tristes como a partida de um ente querido encontra forças para nutrir de esperança a vida de outra família através da doação de órgãos. Nas próximas páginas, conheceremos conquistenses que tiveram a saúde mental atingida ao buscarem o “corpo perfeito” dos filtros de redes sociais e pela exaustão extrema no corpo e na mente provocada pelo burnout. Temos também professores que aprendem no dia a dia o que não tem nos livros na preciosa arte de educar estudantes neurodivergentes. Uma das reportagens aborda a vida dos artistas da cidade que resistem a falta de incentivos para se expressar e outra traz os efeitos das mudanças climáticas aqui em Vitória da Conquista que talvez você ainda nem tenha percebido. Ao acessarmos a memória de alguns personagens, iremos da dor e terror de quem sofreu com a Ditadura Militar até a alegria nostálgica da folia momesca na cidade que se apagou e agora retorna com uma roupagem mais comercial e menos inclusiva. Nenhum de nós saiu deste processo experimental da mesma forma. Além das técnicas e práticas jornalísticas, fomos impelidos pelas narrativas cotidianas a ampliar nossas visões de mundo, a exercitar a postura da escuta e a autocriticar nossos preconceitos.

Temas y géneros

Jornalismo; Publicidade; JornaisreportagemVitóriadaconquista

Guárdalo, registra tu progreso y compártelo con otros lectores.

La actividad de la comunidad aparecerá aquí cuando exista suficiente señal para que sea útil.