
Ficha del libro
Boletim Epidemiológico Leishmaniose Visceral - Macrorregião Norte Bahia
Sobre Boletim Epidemiológico Leishmaniose Visceral - Macrorregião Norte Bahia
A Leishmaniose Visceral (LV) é considerada um grave problema de saúde pública, com uma estimativa de 50 mil a 90 mil casos por ano em todo o mundo. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a doença como uma das principais infecções com potencial para surtos e elevada mortalidade. A transmissão ocorre por meio da picada dos vetores Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, popularmente conhecidos como mosquito-palha, birigui, tatuquira, entre outros. No meio urbano, o principal reservatório da doença é o cão, já no ambiente silvestre são os roedores, marsupiais e canídeos. No Brasil, há registros confirmados da doença em todas as regiões, sendo a Região Nordeste a mais afetada, com as maiores taxas de transmissão e notificações. Essa região apresenta elevado índice de vulnerabilidade social, o que favorece a permanência do vetor e o aumento dos casos. Entre os estados nordestinos, a Bahia se destaca pela ampla distribuição da LV, ocupando o terceiro lugar em número de casos entre 2007 e 2019, caracterizando-se como uma área endêmica. A expansão da Leishmaniose Visceral para novas áreas tem sido impulsionada por diversos fatores, como mudanças climáticas, desmatamento, migrações populacionais e a ausência de planejamento urbano, os quais aumentam significativamente o risco de infecção e dificultam o controle da doença
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