Sobre Profético Poemas

A nova obra do escritor barrense Germano Filho apresenta uma reflexão profunda sobre o caminhar da humanidade, desde os primórdios até os dias atuais. O livro, de caráter profético, reúne 50 (cinquenta) poemas inspirados nas Escrituras Sagradas. O Ovo da Serpente é o texto que abre a coletânea e alerta os leitores de que o mal é um sentimento em gestão permanente, tendo na serpente o simbolismo da antítese entre vida e morte, verdade e mentira, ignorância e conhecimento; enfim, entre céu e terra, existência próspera ou decadência. Essas características, como deixa claro o autor, são representativas da alma humana a partir do momento em que desperta para aquilo que é certo ou errado, conceitualmente revelado no livro de Gênesis, quando Adão e Eva desobedecem ao Criador e comem do fruto proibido, iniciando uma jornada épica fora das delícias do Jardim do Éden: [...] Assim o Ovo explodirá, E antes de a vida renascer, O fogo ceifará os campos, E o mal se confundirá com o bem. (O Ovo da Serpente). Em verdade, esse parece ser o resumo de toda essa expressão poética representado na obra, atualizada por acontecimentos contemporâneos ao autor. Guerras, destruição ambiental, usurpação dos evangelhos através das práticas dizimistas e valorização exacerbada do capitalismo e suas engrenagens políticas manipuladoras levam igrejas ao comércio da fé: [...] Evangelhos de ódio, Semeados em púlpitos de sangue, Incentivam a violência Em corações de pedras, Ávidos por luxúria e riquezas. (Profético). Nesse contexto, há uma clara evidência de que o livrearbítrio, advindo da desobediência de Adão e Eva, mergulhou a humanidade em uma luta constante pela sobrevivência a qualquer custo, tendo como fonte basilar pecados capitais: [...] Toda essa confusão de Babel Bagunça o coreto das nações, Que se comunicam em línguas estranhas, Espalhando discórdias e fome Do princípio ao fim próximo. (Arbítrio) As questões políticas ressuscitam práticas nocivas às conquistas dos povos vulneráveis, condenados a serem massa de manobra das elites nacionais, detentoras das fontes de riquezas exploradas pelos “Mercados Financeiros”, que buscam o lucro fácil mundialmente, em detrimento dos trabalhadores: [...] Os vampiros do Mercado Querem sempre mais riquezas; Sangram a massa trabalhadora, Pois se alimentam da pobreza.

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