Sobre Estratégias de enfrentamento a patologização das queixas escolares na educação profissional e tecnológica

Diversos estudos demonstram como vem crescendo as queixas e encaminhamentos de crianças para atendimento especializado com supostos quadros de transtorno de aprendizagem (BIANCHINI, 2014; BRENELLI, 2002). Contudo, o que vem causando ainda mais espanto é que boa parte desses encaminhamentos, não configuram qualquer Distúrbio ou Transtorno de aprendizagem (GUARIDO, 2010; CALIMAN, 2010; CASTILHO, 2012). Não existem no momento, estudos definitivos sobre o numero de pessoas em idade escolar com transtornos e/ou distúrbios de aprendizagem no Brasil. Porém, existem pesquisas que revelam alguns dados em relação ao nível de aprendizagem no 5º ano do Ensino Fundamental - EF, os quais apontaram que somente 11,9% das crianças apresentavam adequado nível de leitura/escrita e, que 39,3% eram classificadas com nível insuficiente (não alfabetizadas ou nível inicial de alfabetização). Já em relação à matemática, no 3º ano do EF, 20% das crianças não sabiam realizar contas simples de adição. No 5º do EF somente 15,5% apresentavam nível adequado de aprendizagem em matemática (PATERLINI et al, 2019). Tais desnivelamentos podem ser facilmente confundidos ou taxados como quadros patológicos.Diante desse quadro, o Fascículo 1º da Série Desmedicalizando: Um Guia Para o Professor da Educação Profissional e Tecnológica, objetiva auxiliar os professores na sensibilização e combate ao processo de medicalização da educação, a patologização desnecessárias das Queixas Escolares, através da utilização e fundamentação teórica da Psicologia Escolar, das teorias em torno da EPT e da abordagem sócio histórica. Este primeiro número da série, é intitulado “CONHECENDO MELHOR QUADROS PATOLÓGICOS ASSOCIADOS ÀS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM”.

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